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Review Doctor Who S10E02 – Smile

“Sorria, você está sendo filmado”.

Esta frase não foi usada no episódio, mas deveria. Poucos lembram, mas olhos de robôs são câmeras.

Smile é o segundo episódio da décima temporada de Doctor Who.  O primeiro com uma viagem real pelo tempo (segundo a Compannion). Mais perguntas e a lembrança de que o tempo da série não é linear, logo, tudo poderia acontecer entre um momento e outro da vida de Nardole.  Crítica social ou uma imagem do tempo em que foi escrito, o episódio não só coloca Bill afirmando que quer ir para o futuro para descobrir se as pessoas são felizes lá como também sempre mostra a personagem fazendo selfies sorridentes, um habito comum em fotos, mas que foi evidenciado em tempos de WhatsApp e Snapchat.  Pena que os sorrisos não durem tanto e que ali, a tristeza seja punida com a morte.

Não é o primeiro episódio a mostrar humanos fugitivos de uma hecatombe planetária, tanto que o Doutor afirma ter encontrado várias arcas semelhantes, mas isso não torna menos cruel descobrir que os humanos tentaram tanto alcançar a felicidade que são punidos ao expressar qualquer tristeza ou que são transformados em adubo pelos Vardys, a inteligência de enxame artificial que polícia a felicidade.  Poderia ter parado aí e terminado com uma explosão, mas como o Doutor descobriu que havia humanos mantidos em criogenia, ele optou por uma decisão criativa que manteve todos vivos e ainda serviu como uma bela discussão filosófica.

Foi um episódio interessante em que tivemos questionamentos filosóficos sobre a felicidade e as soluções que usamos para mantê-la, outras dicas sobre o mistério do cofre e mais perguntas sobre a estrutura da série e a indicação de que Nardole pode de certa forma ser o carcereiro do Doutor, já que ele o lembra de suas promessas e compromissos, além de parecer extremamente irritado com a situação.  E seguindo a estrutura da série clássica, ele terminou no ponto em que Thin Ice começa.

Não seria uma surpresa se o próximo Show Runner estivesse ajudando Moffat a dar o tom que ele usará na série em 2018, evitando assim uma transição agressiva demais.  Nada até aqui lembra o estilo usado por Steven Moffat em seus cinco anos na série. Os roteiros são contidos, bem marcados e com histórias que até então funcionaram bem dentro de seus episódios.  Como já sabemos que é a calmaria antes da tempestade porque ele usará três episódios para contar sua saga do Mestre e dois para convocar todos os Cybermen que já existiram, este primeiro ato parece uma longa introdução à grande saga da série, que quando começar, tomará quase todos os episódios seguintes.

Você está andando sob gelo fino, Moffat. Aproveite seus últimos momentos com cuidado.

thesumpa

thesumpa

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção é roteirista, redator, professor de quadrinhos e o que mais precisar ser no momento. Desde 1989 vive aventuras através do espaço/tempo e se tornou mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos o cumprimentam pensando ser alguém que conhecem, possivelmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele até lembra dos grupos, mas não dos membros. Atualmente sua toalha ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada para levar cultura onde ela for necessária. O guia também diz que ele dá aulas de quadrinhos para crianças em colégios públicos e para adolescentes e adultos num conhecido curso carioca. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica para pedir carona nos sites Iluminerds, Impulso HQ e a partir de agora, também subirá no Pow de Cast.

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