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Review Doctor Who S10E03 – Thin Ice

E lá vamos nós para mais um episódio histórico.  O último da era Moffat/Capaldi e um dos raros posicionados numa Inglaterra não Vitoriana. A história segue do ponto que o episódio anterior parou e teoricamente termina onde o primeiro da temporada começou.

Já está estabelecido que Bill foi a desculpa que o Doutor usou para voltar a viajar e que a dinâmica dos dois traz resquícios da série clássica, quando os companions eram empoderados, mas também ecoa o relacionamento do décimo com a Donna. Bill questiona, reclama e em muitos momentos chega a discutir com seu tutor.

A estrutura do episódio é simples e sem surpresas. Os personagens chegam numa Londres pretérita durante o último festival de inverno e descobrem que algumas pessoas estavam sendo devoradas por um monstro marinho. Mais uma vez vemos que um alien é explorado por um humano e o Doutor jogando o peso de uma importante decisão sobre os ombros de uma compannion, que naquele momento, representou a humanidade.  Também vimos a ficha da Bill finalmente cair após a morte de uma criança. Ela percebe que andar com o Doutor tem seu lado sombrio, principalmente depois que seu professor assume que já matou alguém, mas que ele já havia superado essa situação.  Ao longo do episódio vemos que o lado humano do Senhor do Tempo prevalece, principalmente depois que ele muda o futuro de um grupo de órfãos aproveitando-se do fato de que o vilão do episódio não havia deixado herdeiros.  E o episódio termina com parceria entre os dois personagens consolidada, abrindo espaço para a introdução de Nardole nesta estrutura que está sendo criada, que provavelmente acontecerá já no próximo episódio.

Uma curiosidade: É o terceiro episódio com algo ligado a viagens espaciais. The Pilot girou em torno de um suposto combustível vivo, Smile teve a nave com os terráqueos sobreviventes ao holocausto e neste vimos que as fezes do monstro da semana, que estavam sendo comercializadas como substituto do carvão, também poderiam servir como combustível para viagens espaciais. Seria este um dos subplots da temporada?  Moffat nunca foi um primor de sutileza, mas poucas vezes suas temporadas tiveram mais de um tema e já fomos introduzidos ao cofre que precisa ser guardado.  Outra possível dica foi a quantidade de batidas dadas por seja lá o que estiver dentro do cofre quando Nardole afirmou que apesar de o Doutor ter encontrado uma distração, ele continuaria ali. Apesar da primeira resposta terem sido apenas três batidas, no final, ouvimos uma cadencia de dois ciclos de quatro, o que pode ou não ter sido uma dica de quem seria o aprisionado.

 

 

 

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thesumpa

thesumpa

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção é roteirista, redator, professor de quadrinhos e o que mais precisar ser no momento. Desde 1989 vive aventuras através do espaço/tempo e se tornou mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos o cumprimentam pensando ser alguém que conhecem, possivelmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele até lembra dos grupos, mas não dos membros. Atualmente sua toalha ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada para levar cultura onde ela for necessária. O guia também diz que ele dá aulas de quadrinhos para crianças em colégios públicos e para adolescentes e adultos num conhecido curso carioca. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica para pedir carona nos sites Iluminerds, Impulso HQ e a partir de agora, também subirá no Pow de Cast.

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