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Review Doctor Who S10E04 – Knock Knock

Não bata na madeira, não use diapasões e nem caixinhas de música antigas.  Este é o review de Knock Knock, quarto episódio da décima temporada de Doctor Who.

Toda temporada tem um episódio de terror, mas pela primeira vez em anos, o terror beirou o camp, mas se reergueu ao usar a estrutura dos filmes da Hammer. Na verdade, parece que Moffat adora Scooby-Doo e traz para si elementos clássicos criados para a famosa série do cachorro. Foi assim com os astronautas infectados pelo Vashta Nerada em Silence in The Library e se repete numa cena deste episódio que lembra parte da abertura da primeira temporada de Scooby-Doo Where are You? Por mais que casas mal-assombradas sejam um clássico do terror inglês, o pop devorará a si mesmo e todos os elementos que fazem sucesso são citados e reverenciados de tempos em tempos.

E começamos mais um episódio bem simples, de uma temporada autocontida que mesmo sendo a última da equipe, está preocupada em introduzir os conceitos básicos da série para captar novos fãs. Neste episódio Bill mantém sua função de personagem orelha e somos introduzidos tanto ao conceito de regeneração, ao título do Doutor e ao fato de que ele quase não precisa dormir.  Aliás, o episódio mostrou uma utilidade bem curiosa para a TARDIS. Um caminhão de mudanças que se guia pelas linhas do tempo? E afinal, o Doutor é o pai ou o avô da Bill?  Na companhia dos colegas legais ela não quer a companhia nada legal de um homem mais velho.  Sem as grosserias da Clara, Bill delimita o espaço que o Senhor do tempo ocupa em sua vida, mas certamente agradeceu ao ancião pela sua insistência.

Ela e um grupo de desconhecidos alugaram uma casa antiga com um senhorio misterioso e mal-intencionado que os mandou bater na madeira sempre que precisassem de algo.   A verdade é que sempre que eles fizessem isso a casa agradeceria.  Pode-se dizer que foi mais um episódio baseado numa muleta narrativa que deu certo pela forma como foi explorado. A solução foi um episódio seco, claustrofóbico e apavorante; um dos episódios de terror mais funcionais da série. Simples e direta com boas doses de mistério e uma solução final agradável que resolveu o grande mistério sobre a identidade da misteriosa mulher de madeira que apareceu no trailer da temporada e todos achavam ser da raça introduzida em The End of the World, segundo episódio da primeira temporada. Não era.

Peter Capaldi dispensa elogios, mas o senhorio interpretado por David Suchet rouba todas as cenas que aparece. O personagem parece uma mistura do Drácula de Bela Lugosi com o Monsieur Verdoux, o matador de esposas interpretado por Charles Chaplin no filme de mesmo nome. Sempre um passo à frente dos inquilinos e com planos que aos poucos foram sendo sutilmente revelados. O segredo final foi bonito e triste ao mesmo tempo e se você rever o episódio vai perceber que a verdade estava lá o tempo todo, principalmente quando vemos o aparecimento das baratas que o Doutor apelidou de Dryads devido aos vários casos de desaparecimentos de crianças e adolescentes no Reino Unido supostamente creditados às fadas e outros seres elementais.

O final do episódio só aumentou as suspeitas acerca de quem era o prisioneiro do cofre. Na cena final ele leva comida Mexicana para jantar com o prisioneiro e dispensa Nardole do turno da noite.  Nardole parece ser o lado racional da situação e reclama de o Doutor ter dado um piano para o prisioneiro, mas o personagem não para ali e convida quem quer que esteja do outro lado para jantar, o que só é aceito após o comentário sobre a casa que devorou os adolescentes. Segundo seu guardião involuntário, que está ficando mais sério a cada aparição, o Doutor nunca aprende. Segundo Steven Moffat, falta apenas um episódio para descobrirmos o que está aprisionado no cofre. Ele será liberado no episódio seis, o primeiro da história em três partes com a Missy.

E chegou a hora de prender a respiração enquanto aguardamos Oxygen. Nos vemos em uma semana.

 

thesumpa

thesumpa

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção é roteirista, redator, professor de quadrinhos e o que mais precisar ser no momento. Desde 1989 vive aventuras através do espaço/tempo e se tornou mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos o cumprimentam pensando ser alguém que conhecem, possivelmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele até lembra dos grupos, mas não dos membros. Atualmente sua toalha ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada para levar cultura onde ela for necessária. O guia também diz que ele dá aulas de quadrinhos para crianças em colégios públicos e para adolescentes e adultos num conhecido curso carioca. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica para pedir carona nos sites Iluminerds, Impulso HQ e a partir de agora, também subirá no Pow de Cast.

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