Review Doctor Who S10E01 – The Pilot

O bom doutor retornou após um longo hiato. A série é conhecida por suas paradas.   A série moderna já tinha descansado antes, quando tivemos os quatro especiais que culminaram com a despedida tanto do Décimo Doutor quanto de Russel T. Davis, o Show Runner de então, o que se repetirá nesta décima temporada com a saída de Steven Moffat e de Peter Capaldi.

Uma despedida e uma introdução ao mesmo tempo.  Neste episódio conhecemos Bil Potts, a nova Compannion, na verdade, uma chapeira que cai nas graças do protagonista devido ao seu sorriso.  Negra, Gay, adotada e proletária, Bill teria tudo para ser o avatar da inclusão, felizmente Moffat não é desses.  Na verdade, o episódio contido e sóbrio passa longe do que ele havia feito para a série até então, lembrando não só a estética Davies como refletindo vários elementos da série clássica, o que é evidenciado pela foto de Susan, a neta do Doutor apresentada em 1963 e das chaves de fenda sônicas usadas na série clássica.  Destaque para a cena em que Nardole usa a chave do Quarto Doutor  durante uma situação que remete a um dos episódios da era Tom Baker.  Moffat homenageou a série clássica criando um episódio que parece uma releitura condensada da estrutura de histórias da época dos primeiros doutores.  Diferente de seus antecessores, ele tinha apenas 45 minutos para contar uma história que precisava ser moderna e dinâmica ou os fãs não assistiriam, o que acontece com algumas sagas originais que são arrastadas demais para o expectador moderno.

Como Moffat optou por fazer uma despedida e uma introdução ao mesmo tempo, este primeiro episódio é bem didático. Bill serve como um personagem orelha fazendo as perguntas que o público faria e todos os elementos que fazem a série ser o que é são apresentados. Também somos apresentados ao cofre, o mistério da temporada, e ao juramento feito pelo Doutor, que se isolou na terra por cinquenta anos dando aulas enquanto guardava o que quer que esteja trancado lá. Bill começou a frequentar suas aulas devido a um crush, mas acabou se interessando pela forma apaixonada como elas eram ministradas e continuou indo. Ciente disso, o Doutor se oferece para ser seu tutor, só que o envolvimento dela com a garota com a estrela em seu olho que se torna o piloto acaba levando um grande problema para a porta do Senhor do Tempo que decide (por um tempo) quebrar sua promessa. Usando a TARDIS os dois fogem através do tempo e do espaço, mas o vilão do episódio sempre os alcança até o momento em que os dois percebem o que estava acontecendo e o suposto vilão do episódio é liberado da promessa que fez para a nova compannion. Na despedida das duas Bill absorve uma grande quantidade de conhecimento, algo que pode ser usado mais para a frente.

Poderia ter sido chato, poderia ter sido melhor, mas ainda assim foi um excelente series première.  Tivemos mistérios, uma nova compannion que parece espelhar não só os da série clássica como os primeiros episódios das temporadas de Davies e do próprio Moffat, revimos Nardole, que além de estar completamente integrado na vida do Doutor, o que lembra o relacionamento do Segundo Doutor com Jaime, também parece um pouco mais sério e rabugento, típico de alguém que está desconfortável com uma obrigação que caiu no seu colo.  Foi um bom começo para a derradeira aventura do Décimo Segundo Doutor. Agora é a hora de acompanhar os episódios e descobrir quem será o Décimo Terceiro e como será sua regeneração. Já sabemos que tanto o Mestre da era Davies quanto os Cybermen de Mondass estarão de volta. Resta esperar que estes retornos sejam mais interessantes do que a aparição dos Daleks neste episódio.

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